
Projeto Realizado em Suzano, Sp
Redes de hidrantes enterradas representam um passivo recorrente em plantas industriais mais antigas. A impossibilidade de inspeção visual mascara processos de corrosão, dificulta a localização de vazamentos e inviabiliza ampliações sem demolição de piso — limitações críticas em um sistema cuja confiabilidade precisa ser absoluta. A migração para uma rede aérea externa é, nesses casos, a solução de engenharia mais consistente.
Foi esse o escopo conduzido pela Make Montagens em uma planta industrial em Suzano (SP): a substituição da rede de hidrantes enterrada por uma nova linha externa aérea, interligada ao reservatório técnico de incêndio (RTI) de um dos armazéns, com posterior desativação do trecho enterrado. O projeto reuniu, em um único contrato, as competências de projetos industriais, tubulação mecânica industrial, estruturas metálicas industriais e sistemas de combate a incêndio.
Projeto executivo como ponto de partida
Antes de qualquer atividade em campo, foi elaborado o projeto executivo completo do sistema de hidrantes. Os entregáveis incluíram plantas e cortes de tubulação, isométricos, detalhes típicos de suporte e lista de materiais. Para a sustentação, foi desenvolvida a memória de cálculo dos pilares metálicos responsáveis por apoiar o trecho de maior diâmetro. O encaminhamento completo da tubulação foi modelado em 3D (Plant 3D), com maquete eletrônica do traçado.
Do ponto de vista de engenharia, essa etapa é determinante: o detalhamento em isométrico e a modelagem tridimensional permitem antecipar interferências, validar dimensionamentos e definir o caminhamento antes da mobilização, reduzindo retrabalho e tempo de obra dentro de uma planta em operação.
Especificação da tubulação e sistema ranhurado
A nova rede externa foi executada em tubo de aço carbono preto conforme ASTM A-53 e NBR 5590, Schedule 40, com extremidades ranhuradas para união por sistema grooved (acoplamento ranhurado). O traçado contemplou três diâmetros principais — 8″, 6″ e 4″ — dimensionados conforme ANSI B.36.10, com válvulas gaveta distribuídas ao longo das linhas para setorização e manutenção.
A escolha pelo sistema ranhurado, em vez da solda contínua, atende a um requisito central do contexto: a obra ocorreu em ambiente industrial ativo. O acoplamento grooved reduz a necessidade de serviço a quente, acelera a montagem e simplifica intervenções futuras — fatores decisivos em uma montagem de tubulação industrial realizada sem interrupção da produção.
Estruturas metálicas de sustentação
A transição de uma rede enterrada para uma linha aérea exige uma estrutura de apoio dimensionada para as cargas envolvidas. O escopo de estruturas metálicas industriais abrangeu a fabricação e instalação dos pipe racks para a travessia aérea entre os pontos da planta, além de suportes em perfil laminado (perfis “W” e “U” em aço ASTM A36) e bases de concreto armado para as colunas.
Estrutura e tubulação receberam tratamento anticorrosivo composto por fundo epóxi (zarcão) e acabamento em poliuretano (PU), proteção adequada à exposição de uma rede externa ao longo de sua vida útil. A integração entre tubulação mecânica e estrutura metálica em um mesmo escopo confere coesão e previsibilidade ao projeto.
Acessórios de hidrante conforme norma
A funcionalidade de uma rede de combate a incêndio depende da adequação de seus acessórios. Foram especificados e instalados abrigos de mangueira em PRFV, mangueiras de incêndio Tipo 4 conforme NBR 11861, adaptadores e tampões para engate rápido Storz (conforme ABNT 14349), esguichos reguláveis, válvulas angulares para hidrante e chaves de mangueira, todos compatíveis com a pressão de trabalho de área industrial.
Conformidade normativa e responsabilidade técnica
A execução observou as Normas Regulamentadoras aplicáveis — entre elas a NR-10 (eletricidade), a NR-18 (construção civil) e a NR-35 (trabalho em altura) —, com recolhimento de ART e equipe própria treinada e certificada. A obra contou com coordenação dedicada e supervisão técnica por engenheiro responsável ao longo de toda a execução. Em montagens industriais, o método de execução é parte integrante do resultado: em planta operante, a segurança é condição de projeto, não etapa acessória.
A vantagem de um escopo integrado
A previsibilidade desse tipo de projeto decorre da integração das disciplinas. A substituição de uma rede de hidrantes enterrada articula projeto executivo, tubulação mecânica, estruturas metálicas e sistema de combate a incêndio de forma coordenada, sem paralisação da fábrica. Concentrar essas frentes em um único fornecedor reduz interfaces, alinha o cronograma e mantém responsabilidade técnica única, do projeto à entrega.
É essa convergência entre engenharia, montagem mecânica e estrutura metálica que caracteriza a atuação da Make Montagens em montagens industriais e viabiliza a modernização de sistemas críticos sem interromper a operação.
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